Detentor de um dos maiores mananciais de água doce do mundo, e grande usuário de energias renováveis, o Brasil se encontra numa triste realidade em plena crise sanitária da COVID-19. O país, de acordo com o Instituto Ilumina, pode se tornar líder no ranking de países com a energia mais cara do planeta até o final de 2021.

Atualmente, o país se encontra em 2º lugar, perdendo apenas para a Alemanha, que possui uma bacia hidrográfica menor, e menos incidência de sol e vento.
O último aumento, ocorrido no início de julho, elevou a bandeira vermelha ao patamar 2, com acréscimo de 52% na conta de luz, cerca de R$ 9,49 a cada 100 kWh. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) justificou o aumento alegando que o Brasil passa por uma das mais expressivas baixas das bacias hidrográficas dos últimos 90 anos, fazendo com que fosse necessário acionar as termelétricas, fonte cara de produção de energia, acabando por majorar o preço da luz para o consumidor final.


Logo, é preciso destacar a importância de uma gestão adequada das fontes de energia no nosso país. Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), revelam que o volume de água que entrou nos reservatórios das hidrelétricas no último ano (2020), é o quarto melhor da última década, equivalente a 51.550 MW médios.
Entretanto, o volume de energia produzida por hidrelétricas ficou em 47.300 MW médios, ou seja, 4.250 MW médios abaixo da quantidade de água que entrou nos reservatórios no mesmo período, o equivalente a uma usina de Belo Monte.
Apesar de significar um avanço para energias alternativas e a auto geração, como a solar, o sistema tradicional ainda é o meio de acesso à energia para a maioria da população. Assim, precisa funcionar corretamente e manter uma cobrança justa.
Por fim, segundo Rodolfo Meyer, conselheiro da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), a procura por sistemas fotovoltaicos cresceu, até maio de 2021, cerca de 64%, com estimativas de expansão cada vez maiores, uma vez que representa uma fonte de energia acessível, sustentável, e de vasta economia para o consumidor brasileiro.

POR: DIANA DANIELE

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